segunda-feira, 3 de julho de 2017

O genro que meu pai não pediu a Deus



Hey Daddy, 
   Eu conheci um garoto, daqueles que toda menina sonha em casar, e talvez eu sonhasse com isso até um tempinho atrás, mas essa não é toda a verdade e para entendê-la, vamos ter que ir um pouco mais fundo.
 Esse menino, tem 20 anos, estuda ciências da computação, mas está estudando para mudar de curso e fazer medicina. Ele é calmo, alto, bonito, evangélico, tem uma casa própria, um carro e se importa muito com sua família. Fala português, inglês e espanhol fluentemente, valoriza os seus amigos e é super dedicado em tudo o que  faz e quer conquistar. "Nossa!", foi o que eu pensei. Aparentemente, fomos nos dando muito bem e eu me apaixonei, como ele também disse que tinha acontecido com ele. Falei para a mamãe o que eu sentia por ele, é quer saber? mãe realmente sabe das coisas. Ela disse que não daria certo e não deu. 
    Eu chorava mais do que sorria, ele não me fazia bem, apesar de eu não ter visto isso. Fui até falar com a psicóloga. Ele é um cara perfeito, cheio de qualidades, não é mesmo? mas ele passava uma semana inteira sem falar comigo, ele não se importava, ele criava desculpas, ele não era carinhoso ou romântico, apesar de dizer que me amava. E eu fiquei presa nesse "amor" que ele dizia ter por mim, sem enxergar o quanto eu estava perdendo tempo e me afundando em um possível relacionamento que só ia me levar pra canto nenhum. Até que eu acordei e parei de falar com ele.
   Mas... Pontos finais não são o fim da história, muito pelo contrário, é um novo começo, uma nova página para escrever...
   Eu conheci um garoto, daqueles que quase nenhuma menina sonha em casar, e talvez eu não sonhasse com isso até um tempinho atrás, mas essa não é toda a verdade e para entendê-la, vamos ter que ir um pouco mais fundo.
   Esse menino, tem 21 anos, faz curso de alguma coisa que não lembro, fala inglês fluentemente, começou a academia a pouco tempo, trabalha com climatização de ambientes e mora com os pais em um bairro da zona norte. Ele usa alargador, assim como eu, já usou um piercing igual ao que eu usava e pretende fazer tatuagens, e eu também pretendo. Ele não tem religião, nem sabe dirigir. É negro, baixinho, tem um cavanhaque e o sorriso mais lindo do universo. Nos conhecemos pessoalmente no Recife antigo, fomos para um barzinho comer fritas e tomar um drink. E quer saber? nunca me senti tão bem com um rapaz, como me senti nesse dia. Até compramos um colar igual.
   Já saímos algumas vezes, e ele é sincero, simpático, me faz sorrir e me sentir segura. Me dá atenção, me manda mensagem de bom dia, se importa comigo, me abraça e tem o melhor beijo do mundo. Quem nos ver, "jura de pés juntos" que nos conhecemos a bastante tempo e todos conseguem perceber o quão bem nos sentimos quando estamos um com o outro.
   Não quero compará-lo com o primeiro garoto, ou dizer que seria perfeito se fosse ele com todos os atributos do outro garoto, porque não seria. Só quero dizer que não importa o quanto uma pessoa seja inteligente, esforçada ou até mesmo cristã se ela não souber valorizar e fazer bem a outra. E mostrar  que mesmo não sendo tão "perfeito", as pequenas ações são o que importa, o fazer sentir e o cuidar. Nunca me sentiria bem ou realizada com o primeiro menino, mas será perfeito com o segundo. Sei que não é o genro que o senhor pediu a Deus, sei que não é quem o senhor gostaria que eu dividisse minha vida, mas é quem me faz bem, me valoriza e eu simplesmente o amo por ele ser quem é. 


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