quinta-feira, 24 de maio de 2018

Por que parei de visitar Zoológicos?

   

   E aí, mermão? Hoje resolvi compartilhar com vocês o porquê de eu não visitar mais zoológicos e não levar mais meu irmãozinho para esse tipo de parque. 
   Em 2016 eu fiz um post falando do parque "Dois Irmãos", aqui em Recife, dizendo o quão incrível era ver os animais e até falei para vocês visitarem o local. Porém, hoje retiro totalmente e até contrario o que eu mesma disse. Então, por favor, não visitem zoológicos ou aquários ou circos ou qualquer outra coisa que aprisione animais para ganhar dinheiro.
   Lembro que queria ser bióloga e sou incrivelmente apaixonada pela área de zoologia, estudar animais sempre foi algo que me interessou, que me encantou, etc. então ir para o zoológico, pra mim sempre foi um ato de diversão, amor e aprendizado. Na maioria das vezes eu levava um caderninho pra anotar sobre os animais e tirava foto dos bichinhos.
  Quando eu vi um tubarão pela primeira vez em um aquário, fiquei louca, pra mim foi a coisa mais sensacional do mundo inteiro, mesmo que o espaço fosse minúsculo, inadequado e ele não podia nem se mexer, era uma das pouquíssimas coisas que eu iria pensar no momento. 
   Fui para Buenos Aires, na Argentina, em 2014 e um dos passeios que tínhamos programado era visitar O tão famoso zoológico que dopava os animais para os visitantes tirarem fotos, alisarem, etc. Novamente, fiquei louca, ia ser muito incrível alisar um leão, por exemplo. Mas, ainda bem que estava fechado para algum tipo de manutenção e eu não compactuei com esses atos horríveis.  
   Quando a gente frequenta esses lugares, quando a gente ler placas de "não tirem fotos com flash, faz mal para o animal", "não deem alimentos para os animais", parece que eles têm uma preocupação gigante para com os bichos que ali vivem em cativeiro. Quando tiramos fotos deles ou com eles, quando alisamos, quando ficamos admirados com a beleza e a diferença desses animais não parece que aquilo ali é a pior coisa do mundo para um animal selvagem.


    Mas, quando a gente lê o que a gente fez, parece que a mente abre, parece que algo em nossa mente diz: "como você não enxerga que isso é crueldade?" Ou pelo menos é assim comigo. 
    Hoje em dia, não frequento mais zoológicos, porque animais não foram feitos para entretenimento, porque eles sofrem quando são tirados de sua família e do seu habitat natural, porque eles adoecem, ficam fracos, ficam com doenças psicológicas, porque passam por um regime de escrivadão, em que trabalham, decoram coreografias pra ganhar pouquíssima comida, etc. Não frequento mais zoológicos, porque isso é crueldade animal
   Antes de encerrar o post, quero que você pare e pense: "Como eu me sentiria se me tirassem da minha casa, onde eu posso comer o que eu quiser, da minha família, da minha liberdade, da minha rotina e me prendessem em um ambiente para simplesmente fazerem o que quiserem comigo em troca de dinheiro?" 

   Agora vou deixar um vídeo para que vocês complementem o que eu falei aqui nesse Post e o link para o documentário OBRIGATÓRIO. Um beijo e Falow!

Clique AQUI para ver o documentário "BlackFish", na NETFLIX. 


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Minha nova Tattoo

   

   E aí, Mermão? Depois de quase um mês que fiz uma nova tatuagem, resolvi mostrar aqui pra vocês e dizer a razão de eu tê-la feito. Quem me acompanha no instagram já viu a foto, então não esquece de me seguir lá pra saber das novidades o quanto antes. 
   Bom, eu fiz a tatuagem muito "na doida", porque eu já queria fazer, mas não tinha dinheiro e queria esperar o melhor tempo, no entanto, surgiu uma promoção muito inesperada no Studio Toca do tattoo, onde 2 amigos podiam tatuar uma palavra ou frase, por apenas R$50,00. Eu fiz com minha irmã e cada uma pagou R$25,00, obviamente. 
    Minha irmã tatuou a palavra "Faith", que significa Fé em português e eu tatuei a frase mais marcante do ano de vestibular e que continua fazendo o maior sentido na minha vida universitária, que é: "Deus Ajuda Quem Estuda".


Novamente na panturrilha

  Devo dizer que foi algo muito arriscado e que a maioria das pessoas não fariam. Mas, apesar de não ser um publi-editorial, o tatuador foi bastante profissional, me deixou bem à vontade, abriu todo o material na minha frente e fez um excelente trabalho. Realmente não tenho o que reclamar. E ele ainda retocou a tattoo que tenho de coração com a data do meu irmão. 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

3%

   

   E aí, Mermão? Vim falar um pouco sobre a série brasileira, 3%. Talvez contenha spoiler? provavelmente! Então, dou esse alerta pra quem ainda não assistiu. Não vou falar muito do que se trata, afinal, o seriado estreou ano passado, mas como lançou a segunda temporada recentemente, muita gente ta assistindo e comentando. Então, fiz o favor de assistir. 
   3% fala sobre uma realidade futura, quando todos os recursos econômicos, sociais, industriais, agrônomos, etc. chegam ao fim. Para que a humanidade não seja toda exterminada, um trio casal com todo o capital, inteligência e tecnologia cria o Maralto, onde há comidas, bebidas, recursos, etc. Mas, para viver no Maralto, as pessoas têm que passar por um processo, para decidir os 3% que vão para o belíssimo lugar fundado. 


    AGORA REALMENTE COMEÇAM OS SPOILERS. Primeiro: Muito previsível o Ezequiel fazer parte da causa, porém, amei o modo como morreu. Com toda certeza o 5º episódio da 2ª temporada é o melhor da série inteira, até agora. 
   Segundo, odeio a Michele. Metida a salvadora da pátria, mas super sem causa. Só quis acabar com o processo porque achava que o irmão tinha morrido, era algo totalmente pessoal, sendo que ele é a favor do processo, que menina trouxa. Uma coisa muito sem sentido da série é o fato de ela negociar com o conselho pra trazer recursos pra o continente. Cara, se não tinha recursos nem pra a galera do Maralto e por isso criaram o processo, como que diabos surgiu recursos para mandar para o continente? 
  Terceira coisa que necessita ser comentada é sobre o Rafael ser o melhor personagem da série inteira. Muita gente acha que ele não presta ou sei lá o que, mas ele é o único que faz tudo que precisa para se manter no processo, o único que não trai a causa e que não tem um motivo individual para fazer parte do movimento. Ele é forte e se doa por inteiro naquilo que acredita. 
    A última coisa que acho relevante falar é que a causa é outra coisa sem sentido no seriado, porque o Maralto é algo distante, que precisa de um submarino e é totalmente comandado por quem tem capital. Logo, acabar com o processo é uma besteira, ninguém vai ser automaticamente teletransportado para o Maralto. 
P.S.: ODEIO O MARCO ALVARÉS. 
P.S².: AMEI O ELENCO DA SEGUNDA TEMPORADA


Enfim, espero que tenham gostado do post. Um beijo e Falow!!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Últimas séries que assisti


E aí, Mermão? Vim falar sobre as séries que assisti de janeiro pra cá e que por pura preguiça não falei sobre elas em um post exclusivo. Então, resolvi juntar todas e falar aqui o que achei de cada uma delas. 

  • Death Note

Na verdade Death Note é um anime e não sou muito fã de anime, mas, Meu Deus, que lapa de anime! O enredo é incrível, o modo como as coisas acontecem, como tudo flui e como nos impressionam. É um anime antigo e provavelmente todo mundo já assistiu, mas, caso não, assistam por favor, vocês não vão se arrepender. Se até eu, que não suporto anime, amei, você também vai adorar. Para vocês terem noção, até o mangá comprei depois disso KKKKKKKKKK


  • La casa de Papel

Não tenho nada mais a falar a respeito dessa série, todo mundo já assistiu, sabe o que acontece e sabe o quão incrível esse seriado é. Caso vocês queiram ver meu post sobre a segunda temporada é só clicar AQUI!


  • Carbono Alterado

Eu comecei a assistir Carbono alterado com meu ex-namorado e, como o namoro acabou Graças a Deus, eu não terminei ainda, mas eu estava realmente gostando do decorrer da série, apesar de achar muito violenta, não sou muito fã de coisas assim. Mas o enredo esta massa e muito interessante, é um tipo de plot que eu não tinha visto em nenhuma outra série  ou filme. 


  • Marcella

Outra série que ainda não terminei, até porque logo em fevereiro saiu a segunda temporada. Mas eu estava gostando muito, é uma série muito boa, afinal, ela é uma detetive. Tudo que tem a ver com desvendar crimes, mexe muito comigo, acho extremamente interessante, inclusive, para quem não sabia, minha série preferida é Sherlock. 


  • The end of the fucking world

Não gostei, achei bem infantil, sem nenhum nexo. Pelo plot, dava para ter sido algo bem desenvolvido e legal, mas pecaram muito ao produzir os episódios e o enredo não foi interessante. Como é "antiga" e curta, acho que todo mundo já assistiu, mas quem ainda não viu, segue meu conselho: Não perca seu tempo!


  • Eu, tu e Ela

É uma série que "nem vem, nem vai", é realmente um tanto faz. Não é envolvente, não lhe prende, mas dá pra passar tempo, não é algo chato de se ver. O plot tinha tudo pra ser incrível, mas em alguns momentos se torna cansativo, os personagens são meio desligados entre si e não tem nada de muito especial no seriado. 


Espero que tenham gostado do post. Um beijo e Falow!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

UM DISCURSO PERIGOSO



   E aí, Mermão? Hoje eu vim falar sobre o perigo de reproduzir uma frase referente ao perigo que vivemos na sociedade. Certo dia, eu estava navegando na internet, quando vi um Youtuber falar que: "Ser bandido não tem a ver com sociedade, e sim, com desvio de Caráter". 
   Bom... Qual o perigo dessa frase? O perigo está em não afetarmos toda a população com isso, mas uma parcela dela, que é a negritude. Estatisticamente falando, sabe-se que, aproximadamente 64% dos presidiários no Brasil são negros, sabe-se que  a cada 3 presos, 2 são de tez mais escura. 
  Então quando eu falo que ser bandido é desvio de caráter, estou automaticamente dizendo que negros nascem, em suma maioria, com desvio de caráter, negros são bandidos. Isso não existe! 
    O psiquiatra e escritor, Augusto Cury, fala que o homem nasce neutro e o sistema social educa ou realça seus instintos, liberta seu psiquismo ou aprisiona. Ou seja, ninguém nasce bom ou ruim, ninguém nasce mal caráter, ninguém nasce ladrão, estuprador, assassino.  Essas coisas são decorrentes de suas vivências, observâncias, experiências.
   Dificilmente você vai ver uma pessoa que cresceu sendo educada para roubar, que cresceu vendo isso como exemplo, que viu seu pai assassinando pessoas, se tornar alguém de bem, estudioso, etc. Acreditem ou não, crescer desse modo nas periferias do Brasil é mais comum do que se imagina. 
    Quando falamos que alguém pobre, periférico, filho de bandido, conseguiu ser "alguém na vida" não é uma regra. Não podemos limitar nossos estudos a exceções. O que é necessário é a mudança de vida nesses locais, é preciso de mais educação, mais oportunidades pra essas pessoas, mais esperança, mais envolvimento governamental. 
    Pense bem em que tipo de frases vocês reproduzem, o discurso que você usa fala muito sobre quem você é e seus preconceitos. Pesquisem mais a respeito do que sai das vossas bocas. Um beijo e Falow! 

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Por que DEIXEI DE SER Feminista?



   E aí, Mermão? Antes de começar a fazer esse post gigante, preciso falar que é muito comum uma jovem de 15,16,...18,...20 anos, etc. se identificar com as mulheres, com as causas e tudo que o feminismo luta ou lutou, então não é espantoso ver esse movimento crescendo. Só que, ler um pouco e abraçar a causa não é algo certo, os estudos têm que vir dos dois lados, dos dois pontos de vista e quanto mais se aprofundar, melhor.
  Vou logo adiantando que não vou jogar milhões de razões aqui, ou argumentar fielmente cada uma delas, porque não dá pra fazer isso em apenas um post. Mas, ainda assim, vai ser um dos maiores posts que o blog tem. Agora, Vamos lá!  
   P.S.: Não concordo com a maioria das práticas do movimento ou como ele hoje em dia está estabelecido, mas quero ressaltar que também não sou idiota de levantar a bandeira "Não preciso do feminismo", porque realmente, talvez eu não precise mais, mas reconheço que um dia precisei. Se tenho voz, se estou aqui postando o que quero, entre tantas outras coisas, foi graças as mulheres que lutaram bravamente em outras décadas. 
   A primeira coisa que me fez abrir os olhos sobre a farsa do feminismo, foi: Sororidade não existe. É lindo, é extremamente pregado, mas é algo totalmente utópico, que só fica no papel, não funciona, e percebi isso quando eu estava no colégio. Eu era feminista, e uma menina feminista não gostava de mim, por motivos não aparentes, afinal, eu não falava com ela, não dava liberdade, não brincava e tinha alguns ideais diferentes do dela. Logo, ela achou que a melhor maneira de "resolver" os problemas que ela tinha consigo mesma, era me bater, me sujar com chantili, falar coisas desnecessárias. Fiquei me perguntando onde estava a sororidade que ela tanto pregava? Se você olhar a fundo, vai ver que é mais comum do que deveria, feministas discordando, discutindo, brigando, se estapeando. Eu não quero fazer parte disso. 
    O segundo fato é: O feminismo é um movimento extremamente político e não dá pra discordar disso, já que envolve propostas, sociedade, lutas de gênero, etc. O feminismo é e sempre será um movimento de esquerda, como sou de centro, não quero embarcar em nada que me coloque em um único lado. Não tem como se dizer de direita e feminista, já que, a direita não apoia o movimento e suas pautas. Apesar que, sabe-se que existe o eixo social e o eixo econômico, e seguindo por essa lei de raciocínio, tem como ser feminista, mas não ser esquerdista. No entanto, isso não é possível, porque a base do movimento, a criação, se apoia em ideias marxistas. Logo, defendo que é sim um movimento socialista/comunista/esquerdista, como você quiser chamar. 
   Terceiro: Infelizmente, o movimento virou bagunça e as formas de luta não fazem mais sentido. Eu percebo isso muito. Minha faculdade é no centro da cidade e tem muita coisa pichada nas ruas: "Aborto legal", "Deus é Machista",  "Revolução feminista", etc., quando acontece algo que elas não gostam, vão pras ruas, gritam, mostram os seios, fazem protestos e passeatas, se pintam. E minha pergunta é: O que isso muda na sociedade? Nada! Elas mesmas deslegitimam o movimento. Ao invés de estudar, de correr atrás de emprego, conhecimento, crescer na política, crescer intelectualmente, fundar instituições que auxiliem, elas vão gritar na rua e fazer BAGUNÇA. 
   O quarto motivo é que as mulheres são diferentes dos homens, sim! Não tem como lutar por igualdade entre os gêneros em todos os âmbitos. A biologia comprova uma série de fatores que diferenciam um do outro. É possível lutar por igualdade acadêmica, já que ambos têm potencial para estudar, se capacitar, etc. mas há áreas em que não é possível, há trabalhos, braçais por exemplo, onde é necessário alguém mais forte para executá-lo, etc. 
   Por fim, a não ser que vocês queiram outro post falando mais motivos, esse é o último. E na verdade deixo um questionamento para as feministas: Vocês já estudaram a fundo sobre os ícones de vocês? Vocês sabiam que a Simone de Beavouir era pedófila e apoiava o nazismo? Vocês sabiam que a Frida Khalo era uma alcoólatra que traia o esposo, como ele também fazia com ela? Vocês sabiam que a maioria dessas mulheres brancas que queriam emprego desprezavam as donas de casa? 
   Quero que fique claro que não sou contra as feministas, e sim contra o movimento, já que, hoje, ele não faz mais sentido. Na verdade, só prejudica as mulheres, só atrapalha. A ideia é linda, as razões pela qual ele deveria existir também são lindas, mas, não funcionam
   Vou deixar alguns vídeos bastante interessantes para vocês comprovarem as coisas que falei, recolherem mais opiniões e entenderem um pouco do outro lado:








   P.S².: Não tenho religião, não sou de direita, muito menos conservadora! Nem tudo que está nesses vídeos são 100% iguais ao que eu penso, mas colaboraram de certa maneira para meus estudos e direção acerca do tema. Um Beijo e Falow! 


sábado, 28 de abril de 2018

FILME | A Incrível Jessica James



   E aí, Mermão? Antes que começar oficialmente o post, quero fazer uma pergunta: Esse mulher não é incrivelmente linda? Agora posso começar. Bom, eu resolvi re-assistir a série Dear White People e o netflix, me recomendou esse filme cujo nome é o título desse post. Li a sinopse e resolvi dar uma chance já que fala de relacionamentos, a protagonista é negra e trabalha dentro do meio artístico. 
   O filme fala sobre a Jessica, que é uma dramaturga não reconhecida, que acabou de sair de um relacionamento de 2 anos e não consegue se livrar da paixão que tem pelo seu lindo ex namorado. Ela mora sozinha e trabalha ensinando crianças a criarem suas próprias peças de teatro. 


   Belo dia, sua melhor amiga sugere que saia com um branco divorciado que também está tendo problemas para esquecer da ex esposa. Então, eles saem, juram sinceridade um ao outro e dialogam, percebendo as semelhanças e constroem uma amizade bacana. Pararei por aqui, para não dar spoiler. 
   A minha opinião é sobre o filme é que é um bom entretenimento, traz algumas reflexões acerca de relacionamentos, porém, nada tão surpreendente ou que não já tenhamos ouvido antes. Mostra a percepção de sonhar, realizar, prioridades, etc. Não é um filme que seja necessário para nossa construção como indivíduo, mas que eu acho que merece ser assistido sim. 


Um beijo e Falow!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Explicação sobre Livros, séries e conteúdo



   E aí, Mermão? Eu poderia simplesmente não fazer esse post e começar a postar coisas aleatoriamente, que consumi ao longo dos meses, mas acho que devo uma pequena explicação a vocês. Eu estava refletindo sobre os posts referente a livros, que não estão mais com tanta frequência, os posts sobre séries, etc. Aí percebi que agora que estou na faculdade, não estou consumindo entretenimento tanto quanto antes, mas que há muita coisa guardada que ainda não foi exposta a vocês. 
   Em Janeiro, que foi meu mês de férias, eu assisti muita série, muito filme e li muitos livros, mas não cheguei a comentar aqui sobre essas questões e recomendações para vocês. 
  A finalidade desse post é explicar que tem muito conteúdo guardado esperando para se tornar post e que chegarão até vocês, só peço um pouco de paciência. Vou organizar minha agenda, cada livro lido, filme e série assistidos e vou montar uma linha boa de publicação de posts sobre cada coisinha dessas. 
   Vão vir muitas resenhas de livros incríveis e de gêneros totalmente diferentes, vão vir opiniões sobre séries boas e ruins, muita indicação de filme massa e muitos posts sobre minhas divagações a cerca da sociedade, comportamento, etc. 
Obrigada pela compreensão e por estarem semanalmente aqui comigo. Vocês são motivos de muita alegria e conquistas. Um beijo e Falow!  

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Namoro na Universidade dá certo?


    E aí, Mermão? Vim falar sobre relacionamento e estudos, será que isso dá certo? Ao longo de todo o meu colegial evitei namorar alguém que estudasse comigo, na mesma turma ou no mesmo colégio, exceto uma vez que fiquei com um menino e foi o relacionamento mais abusivo do universo. Eu nunca achei que ver a pessoa todo dia ou expor o relacionamento ao âmbito escolar fosse algo que desse certo. 
   Hoje eu namoro um menino que estuda na minha sala, ele me ajuda, me respeita e está - querendo ou não - sempre presente no meu dia a dia. Meu primo namora há três anos com uma pessoa que também estuda na sala dele e me prova diariamente que um "relacionamento universitário" pode dar certo. 
   Tudo na nossa vida é prioridade e, infelizmente, não sabemos até quando um relacionamento durará, mas o nosso futuro é um só. Eu amo meu namorado, ele é uma das pessoas mais importantes pra mim e está nos momentos mais importantes da minha vida, mas não posso tornar esse relacionamento a minha distração na faculdade ou a coisa mais importante do mundo. 
   Tudo que deve ser feito é saber separar o tempo, os afazeres e focar. É necessário pesar o que deve ou não ser levado em consideração por todos que estão a nossa volta, porque, querendo ou não os amigos e professores acabam fazendo parte do relacionamento tanto quanto uma família, já que sabem tudo o que acontecem e reparam até onde não devem. 
   Como um relacionamento com alguém que ver apenas nos fins de semana, como um relacionamento com alguém que mora na mesma rua que você, um relacionamento com alguém que congrega na mesma igreja ou até um namoro a distância, digo que um namoro na universidade pode dar certo sim, desde que haja maturidade, disposição e muita responsabilidade. Amor é uma construção diária, lembrem-se sempre disso! 

sábado, 21 de abril de 2018

Dear White People versão filme... O que achei?

   

   E aí, Mermão? Vim comentar com vocês a minha opinião sobre a versão em filme de Dear White people, que por sinal, foi produzida antes da série, mas acho que a repercussão foi bem menor. Quem quiser ver meu post sobre a série é só clicar AQUI!
   Depois de muita enrolação, finalmente assisti esse filme na Netflix e devo admitir que gostei, não tanto quanto esperava, mas gostei. Na versão filme, eu vi muito de mim na Sam White, as inseguranças, o desejo de mudança, o medo, a questão com o relacionamento interracial, etc. 


   Percebi que os personagens estão construídos de uma forma bem diferente da série, cada um de um jeito, cada um em ponto de vista diferente. Mas gostei do roteiro, gostei de como foi apresentado pra gente. A pluralidade negra ainda se mantém, mas por ter apenas 1:30 aproximadamente, muita coisa ficou vaga, muitas linhas soltas, não estava bem explicado várias situações, isso foi o que me incomodou bastante. Também não gostei muito do desfecho, mas num geral, é sim, um  bom filme e que merece ser assistido. 


Um beijo e Falow!

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O que penso quando lhe vejo

   

  Queria estar em você e saber o que você pensa quando olha para mim, mas, já que não posso, me contentarei à falar o que penso quando lhe vejo. 
  Vejo em ti um homem incrivelmente maduro e inteligente, capaz de conquistar o mundo inteiro se quiser. Um homem que teve muitas oportunidades na vida, mas foi sábio o suficiente para não deixá-las ir.
  Vejo em você um rapaz que transborda amor e bondade por onde passa, mesmo que, às vezes, involuntariamente. Alguém corajoso o suficiente para fazer o bem, não importa a quem. 
   Você é, meu amor, um homem cheio de encantos, que, independente de mim, sempre será o cara mais incrível que eu tive o privilégio de conhecer. 

domingo, 15 de abril de 2018

O que achei do final de La Casa de Papel



   E aí, Mermão? Eu vim falar sobre o que eu achei da segunda temporada de La Casa de Papel e devo lhe alertar que esse belo post, terá MUITO SPOILER. Então, se você não assistiu, por favor, se retire. Quando eu assisti a primeira temporada em janeiro, não fiz um post comentando ou dando minha opinião, perdão por isso, mas o meu estado referente a segunda temporada precisa ser exposto. 
   Bom... Lembro que odiei o ultimo capítulo da primeira temporada. Eu só conseguia pensar: "Mentira! Que Merda! O professor sabia cada passo que a polícia ia dar e não acredito que ele não sabia que mais cedo ou mais tarde a policia acharia a casa. Ele tinha que ter limpado tudo!" E quando eu vi que tudo estava armado, eu me surpreendi muito, cara, como eu não pensei nisso? O meu marido Sérgio é muito inteligente! 
   Eu fiquei com muito ódio e amor por Berlim ter mandado a Tóquio pra policia. Eu já não estava aguentando as muitas merdas que essa mulher feliz, porém, não gosto muito do Berlim, mas adorei o modo como morreu. Foi muito massa a atuação dele nas suas últimas cenas e as balas atacando ele. Sem contar, que ele acabou saindo como o herói dos "assaltantes", sem ele, o plano não teria funcionado. 


   MINHA GENTE, COMO ASSIM A TÓQUIO É MÃE DO DENVER? AINDA NÃO ENTENDI ISSO.... EU TO LOKA? ALGUÉM ME EXPLICA? NÃO SEI OPINAR A RESPEITO DISSO.  
    Eu amei o final. O que me deixou muito triste e me fez chorar foi a morte do Moscou. Denver é meu amor, vou namorar com ele. Fiquei bem feliz pq o "roubo" deu certo e o fato de ter posto em dúvida: Quem realmente são os mocinhos ou bandidos. Quebrou essa nossa visão maniqueísta de filmes, séries e até, da nossa própria sociedade.  


Fala comigo nos directs do Twitter ou instagram pra eu saber o que você achou dessa série maravilhosa. Um beijo e Falow!


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Por que o blog se chama virando mundos?



E aí, Mermão? Hoje eu vou contar um pouquinho sobre a escolha do nome do blog. Isto é algo que sempre quis compartilhar com vocês, mas nunca tomei a real iniciativa.
Esse blog já teve dois nomes: Meu mundo inabitável, que tinha como intuito, dizer que ninguém consegue habitar, é algo diferente, um mundo na minha cabeça. Mas acabei por achar o nome muito infantil e por isso mudei.
O segundo nome era “Ansiedade Literária” quando tentei transformá-lo apenas em um blog literário, o que não deu certo, porque sou muito eclética, gosto de tudo que envolva os jovens. Ansiedade Literária é termo usado para representar alguém que não se contenta em ler apenas um livro por vez, quer sempre ler mais e mais.
Mas, chegamos ao resultado do que é hoje: VIRANDO MUNDOS. Por que esse nome? Eu precisava de um nome que fosse mais maduro que o primeiro, porém, que não perdesse a essência da juventude e adolescência. Algo que não especificasse, como o segundo, mas que pudesse abranger tudo que o universo teen tem para nos oferecer.
Então, após pensar tanto, resolvi me inspirar em um livro que gosto muito, que é Cidades de Papel. Eu amo a Margot e me identifico com ela em muitas coisas. Então quando eu estava lendo as frases marcadas no livro, me dei conta no que o Quentin falou: “Ela deve estar por aí fazendo coisas de Margot, virando o mundo de cabeça para baixo”. E me dei conta que é isso que faço, quero mudar, quero mexer, usar a criatividade, opinar, compartilhar, virar mundos de cabeça para baixo, mexer com as coisas a nossa volta.
Não quero que vivamos numa mente quadrada e com o que nos impõem, mas que a gente saiba se divertir e ter voz, com toda a responsabilidade, obviamente. Poder compartilhar o que faço no dia a dia, viagens, passeios, experiências. Poder falar sobre minhas roupas e estudos. Compartilhar quais séries, músicas, livros e filmes estou consumindo e gostando.
Virando Mundos foi o nome mais ideal para abranger tudo e o nome que mais me encontrei. Não vim para ser comum ou parada. Vim realmente para virar mundos de cabeça para baixo.


Um beijo e Falow!

sábado, 7 de abril de 2018

Resenha | Melhor que Comprar Sapatos


Título Original: Melhor que comprar sapatos
Autor: Cristiane Cardoso
Editora: Unipro
Avaliação: ★
Páginas: 291

"Apesar de tudo que você tem passado, Sempre há uma chance de recomeçar. Deus nos dá essa oportunidade a cada manhã. Talvez seja essa a razão que temos o dia e a noite." 



   E aí, Mermão? Vim fazer a resenha de um dos livros que li da Cristiane Cardoso e livro mais recente que li dela, até o momento. 
   O livro Melhor que comprar sapatos é dividido em duas partes, a primeira "De Dentro para Fora" e a segunda "De solteira a vida de casada". Onde nos deparamos com duas vertentes de textos escritos pela autora. 
    Na primeira parte, Cristiane nos fala sobre preocupações do dia a dia, nossa vida como mulher, como diferencial, etc. E a segunda, ela embarca na vida conjugal, familiar, conselhos de quem deixa de ser uma simples mulher, para ser uma esposa. 

Minha Opinião: É um livro tranquilo de ler, que não nos força a prosseguir, mas que dá vontade de continuar por conter apenas crônicas curtas com diversos conselhos. Ele desperta no mais íntimo da mulher a vontade de mudar, querer ser mais ativa dentro da sociedade e dentro de sua casa, fazendo a diferença. Eu super recomendo para qualquer mulher.

Um beijo e Falow!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

MINHA CARECA


Adeus drogados cheios de química!
   E aí, mermão? Hoje eu vim falar sobre algo louco, algo libertador que eu precisava e queria fazer, mas por muito tempo eu não tive coragem, que é ficar carequinha. Não raspei a cabeça 100%, não estou definitivamente sem cabelo, mas ta tão baixinho, menor que o do meu namorado e do meu irmão até. Então, chamo carinhosamente de careca.

   Bom, eu raspei porque eu queria fazer a transição capilar, queria assumir muito o meu cabelo natural e como vocês sabem, fiz box braids, para que crescesse antes de cortar, mas acabei não tendo coragem e alisei novamente.

Ainda no salão

   Agora em 2018, muito mais certa de que queria fazer isso, com a convicção de que cabelo cresce, com a certeza que eu devo parar de maltratar meu cabelo e minha raiz por causa de um padrão e com muito apoio do meu namorado, corte.

Posso, sou e serei feminina mesmo careca

   De início eu pensei que ia ser só pra realmente deixar crescer natural, mas a sensação está muito além disso. Eu estou me sentindo uma verdadeira mulher linda, poderosa, capaz de conquistar o mundo. Estou me sentindo livre, dona de mim e me amando loucamente. Digo e repito sempre: Eu nunca pensei que sentiria tão bem careca! 
   Estou amando essa nova Keyla, estou amando a Keyla que está nascendo de todo esse processo e estou simplesmente, me amando loucamente. 

Vou deixar um vídeo incrível sobre careca aqui para vocês verem. Um beijo e Falow! 


terça-feira, 3 de abril de 2018

Viagem | Gravatá



   E aí, Mermão? Mas um post sobre viagem. Hoje eu vim falar sobre uma cidadezinha do interior de Pernambuco, que tem um clima bem frio, várias "montanhas". Alem de ser um lugar bem bonito, é ótimo para descansar e sentir aquele friozinho bem gostoso. 
   Eu fui em janeiro do ano passado para um acampamento do Topo e foi sensacional. Eu amei o acampamento, foram os 3 melhores dias da minha vida sem sombra de dúvida e também amei o local. 
   Foi muito bom dormir no friozinho sem precisar de algum tipo de aparelho eletrodoméstico, foi muito bom acordar cedinho e dar de cara com pessoas e um lugar com animais e plantas, foi muito bom passar três dias apreciando a paz e a beleza de  um pequeno espaço. 



Um amigo Incrível!

Um beijo, visitem Gravatá se tiverem oportunidade. Falow!

sábado, 31 de março de 2018

TOMB RAIDER



   E aí, Mermão? Ontem eu fui ao cinema com o meu namorado e assisti a adaptação cinematográfica do jogo Tomb Raider e, resolvi contar um pouquinho pra vocês sobre o que se trata o filme e dizer a minha opinião. 
   O filme conta a estória de Lara Croft, que após a morte do seu pai, tem que assumir as empresas da família, mas Lara se recusa a acreditar que durante o período que ficou longe de seu pai, ele tenha realmente morrido. Então, Lara resolve descobrir a verdade de sua família e ir atrás do seu pai, para ter a certeza de que ele realmente faleceu, o que a leva a uma ilha japonesa extremamente perigosa, cheia de mistérios e aventuras fascinantes.


   Apesar de não ter pesquisado nada a respeito do jogo, ou não ter jogado, eu amei a construção da personagem. Ela é uma protagonista muito forte, bastante corajosa e inteligente, que não desiste dos seus objetivos e não se deixa ser intimidada por estar rodeada de homens, em todos os locais ao longo do filme. Devo de ser que é uma lapa de mulher e que gostaria de ser um pouquinho como ela, afinal, ela é incrivelmente inspiradora. 


   Eu não me lembrava muito bem do trailer quando fui assistir o filme, mas lembrava que queria vê-lo, e, não me arrependi. Achei o filme bastante interessante, divertido, com muita ação e extremamente inteligente, com "charadas" para serem desvendadas, quebra-cabeças para serem montados, etc. É um filme incrível, que não tenho medo de recomendar para quem tem interesse em ação ou jogos do tipo. 

Um beijo e Falow!

quarta-feira, 28 de março de 2018

REPRESENTATIVIDADE EM PANTERA NEGRA NÃO EXISTE



   E aí, Mermão? Lamentavelmente vou ter que conversar um pouco sobre essa frase que tem no título do post, conversar um pouco sobre pensamentos, não falarei nada que outras blogueiras, youtubers, estudantes, etc. negras, não já tenham falado. Mas, vou encarar esse post como um desabafo pessoal a respeito do que aconteceu hoje. 
   Eu estava na aula de Língua Portuguesa I na faculdade, quando a professora começou a falar a respeito do filme Pantera negra, a questão dos atores negros em Hollywood e aí eu escutei, não da professora, algo semelhante a seguinte frase: "Não tem nada a ver isso de representatividade, é só mais um filme de super herói". Cara, essa frase me doeu tanto, que vocês não tem noção. 
   É muito fácil uma pessoa branca, que está em todas as novelas, filmes, bonecos, peças, falar isso. É muito fácil um branco ir ao shopping, a universidade, a sei lá mais onde e se ver lá, e se sentir representado. 
   A Marvel, a DC, tem muitos super heróis, mas são quantos negros mesmo? Eu nunca me senti tão representada como uma figura importante quanto me senti assistindo esse filme. Sou mulher e temos aí a mulher maravilha, magra, BRANCA, padrão, ela me representa muito menos do que a Shuri, irmã do pantera negra, que por sinal é forte e extremamente inteligente. 
   Um aviso pra quem acha que Pantera negra não é representatividade: Negros no cinema protagonizando algo, é coisa muito rara. Negros em ascensão é muito raro. Então, o mínimo que vocês podem fazer, é respeitar nosso momento de visibilidade, respeitar nossa alegria e entender que as pessoas de nossa cor precisam ser valorizadas tanto quanto vocês são. 

Viagem | Barra de Sirinhaém




   E aí, Mermão? Durante um feriadão que ocorreu em um dos últimos meses de 2017, eu tive a oportunidade de fazer uma viagem para um lugar simples, mas que eu nunca tinha ido, Barra de Sirinhaém. 
   É um lugar bem tranquilo e litorâneo. E se tem praia, já sabe que eu amei loucamente, não é? Eu amo tudo que tem praia, não me canso de passar férias ou feriados nesse tipo de lugar. 



   Quando eu viajei para Barra de Sirinhaém, eu fiquei numa pousada bem simples, porém tranquila e  bem aconchegante. Que tinha redes disponíveis para se balançar, jogos de tabuleiros, piscina, wi-fi e o preço foi bem tranquilo. Não me arrependo nem um pouco de ter ficado numa pousada mais simples e inclusive aproveitei bastante os meus dias. 
   Se quer um conselho, vá pra Barra de Sirinhaém. Vá descansar, vá aproveitar a paz e a beleza que o local tem para oferecer. Me senti extremamente abraçada pela natureza que me rodeava. 




   Viagem, amigos! Um beijo e Falow!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Músicas que marcaram minha infância

   

   E aí, Mermão? Um dia desses eu estava ouvindo uma música que tocava bastante na minha infância e me lembrei como era bom poder escutar diversos tipos de música sem maldade e me divertir com aquilo. Então eu vim aqui para falar um pouquinho sobre algumas músicas que tocava na minha infância. Vamos lá? 
   Aqui nessa listinha não vou postar apenas músicas infantis, mas músicas no geral que eu curtia com familiares, amigas, colegas de escola, etc. 


  • Ragatanga - Rouge

  • Por que me amou tanto assim? - Diante do Trono

  • Deixa acontecer - Grupo Revelação

  • Aos olhos do pai - Crianças Diante do trono

  • Como é grande o meu amor por você - Roberto Carlos

  • Sou a Barbie girl - Kelly key

  • Cinco macaquinhos - Xuxa

  • Lua de Cristal - Xuxa

  • Homenzinho Torto - Aline Barros

   Se você nasceu na mesma época que eu, teve o privilégio de apreciar essas e demais músicas que também foram importantes para mim. Então, faça como eu, pense no que essas canções lhe proporcionaram de bom, escute-as novamente se necessário e reviva essa época incrível que é a infância.


Um beijo e Falow!

sábado, 17 de março de 2018

Falsa Favelada?



   E aí, Mermão? Hoje eu vim falar sobre algo importante e que mexeu comigo, apesar de ser bem simples. No meu "recado" do whatsapp tem escrito assim: "Favela vive implorando por paz", aí um amigo, periférico e negro, veio no meu chat e falou: "Teu recado é o pior. Mora na zona nobre e quer pagar de favelada". 
   Tudo isso me fez refletir sobre a ignorância das pessoas e sobre a minha real vida. Não sou nenhuma ativista do movimento negro, nem uma super defensora dos pobres do país. Só que eu estudo e consigo perceber a enorme diferença social que assola o nosso Brasil. 
   Fiquei refletindo sobre a minha vida e percebi que esse meu amigo esqueceu que eu também sou negra, que a minha avó morou anos numa favela e trabalhou arduamente para criar sozinha duas filhas, que meus melhores amigos são favelados, que os dois namorados que eu tive moram em comunidades, que eu evangelizava e distribuía alimentos nas favelas, que meus ícones da música são periféricos e que, acima de tudo, o que a favela brasileira precisa é de paz, e se existem pessoas dispostas a abraçarem essa causa e ajudar, não é pra ninguém ficar criticando, e sim, usar isso ao favor.
   Não moro na zona nobre do cidade, como ele erroneamente falou. Moro numa casa pequena, numa grande avenida, que é rodeada por várias comunidades. Mas, confesso que estou inserida em espaços - graças ao esforço de minha avó - que muitos periféricos não chegam, como faculdade e Universidade. E já que não há quem lute ou fale nesses lugares, eu vou fazer isso. 
   Não estou tomando lugar de fala de ninguém, nem me doendo com a causa dos outros, mas como Negra e parente de favelados, me sinto no direito e dever de falar, quando não tiver alguém que vive essa realidade por perto para se expressar. 

   Espero que vocês tenham entendido o post, não aceitem questões que vocês também possam lutar contra. Um beijo e Falow! 
 renata massa